Envolvimento e auto-estima garantem vida sexual saudável

Assim como homens e mulheres são diferentes, suas preocupações em relação ao sexo, também são. No caso dos homens, segundo dados da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual, as aflições giram em torno do tamanho do pênis e do desempenho, e no caso das mulheres, a preocupação é a falta de orgasmo. Buscar orientações sobre o assunto pode ajudar a ter uma vida sexual saudável – fator tão importante que é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos indicadores de qualidade de vida.

casal faz sexo tem boa saude

Segundo o cirurgião vascular Márcio Dantas de Menezes, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual, uma das grandes preocupações dos homens era (e ainda é) conseguir uma ereção suficiente para trazer prazer ao casal. Preocupação que foi amenizada há quase 10 anos com o surgimento de medicamentos que produzem ereção. ‘Eles trouxeram ganhos sociais, mudanças extremamente significativas’, afirma.

Mas essas mudanças, aponta o médico, também trouxeram comportamentos novos, que ainda precisam ser melhor resolvidos. O primeiro é o uso desse tipo de medicamento por jovens, que buscam uma ereção ‘melhor’, sem atentar para os efeitos colaterais (queda de pressão, tontura, dor de cabeça, visão turva e vermelhidão no rosto) e os riscos – entre eles o de no futuro vir a a sofrer de disfunção erétil. O outro ponto, idosos que com o uso de pílulas começaram a ter mais relações fora de casa aumentando o número de casos de Aids na terceira idade. ‘São problemas novos, que precisam ser contornados’, enfatiza.

Além do desempenho, o tamanho do pênis é outra das preocupações do homem, apesar da maioria ser considerada normal. A maioria dos brasileiros, segundo o médico, tem o pênis em estado de flacidez (não ereto) em torno de quatro a seis centímetros, e, quando em ereção, de 12 a 15 centímetros, com cerca de 12 centímetros de circunferência. Ele explica que em casos em que realmente há necessidade de aumentar o pênis alguns procedimentos, como a injeção de uma substância bioexpansora, podem dar resultados satisfatórios, apesar de ainda serem considerados experimentais pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Libido das mulheres no sexo

Já as mulheres, conforme pesquisa realizada em 2004 pelo Projeto Sexualidade – ProSex da Universidade de São Paulo, tem preocupação de satisfazer o parceiro e ter orgasmo. Os maiores medos, apontados na pesquisa que entrevistou 7.103 pessos de 18 cidades brasileiras, foram não satisfazer seu parceiro na cama (45,4%) e não ter orgasmo (32,5%). Mas, grande parte das mulheres, segundo o médico, não procura tratamento, e quando o fazem não seguem até sua conclusão. Quando a mulher está com a libido baixo, ela pode usar um estimulante sexual feminino que dará uma apimentada na sua libido.

A maioria desses problemas, aponta o especialista, poderia ser resolvida com o aumento de um único fator – a auto-estima. Sem ela, os relacionamentos perdem em afetividade e envolvimento, essenciais para parceiros se darem bem na cama.

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